Consórcio de energia solar: Tiago Oliva Schietti fala sobre a modalidade que financia a usina residencial sem juros
O empresário Tiago Oliva Schietti destaca que instalar um sistema de energia solar frequentemente enfrenta um obstáculo conhecido: o investimento inicial é considerável, mesmo que a economia na conta de luz compense esse valor ao longo dos anos. Ele observa que o consórcio voltado a esse tipo de equipamento vem crescendo justamente porque resolve essa barreira de entrada sem recorrer a financiamentos com juros.
Enquadrada dentro das regras do consórcio de serviços e bens, essa modalidade permite que o consumidor forme um grupo com outros interessados em adquirir placas fotovoltaicas, inversores e demais equipamentos necessários para montar uma usina residencial ou comercial, seguindo a mesma lógica de fundo comum e contemplação por sorteio ou lance presente em qualquer outro segmento do sistema.
O paradoxo de economizar para economizar
Existe uma particularidade curiosa nesse tipo de consórcio: o consumidor está, essencialmente, economizando para depois passar a economizar ainda mais, já que o objetivo final do investimento é justamente reduzir ou eliminar a conta de energia elétrica. Enquanto aguarda a contemplação, o consorciado continua pagando a tarifa normal, mas sabe que esse gasto tem prazo para acabar assim que o sistema for instalado.
Tiago Oliva Schietti pondera que, justamente por isso, vale a pena simular com atenção o tempo médio de retorno do investimento em energia solar antes de decidir entre o consórcio e outras formas de financiamento, já que a comparação não deveria considerar apenas o custo da aquisição, mas também o período em que o consumidor deixará de economizar enquanto aguarda a contemplação.
Empresas também recorrem a essa modalidade
Não são apenas residências que se beneficiam dessa alternativa. Pequenas e médias empresas com alto consumo de energia, como indústrias, comércios e propriedades rurais, também utilizam o consórcio de energia solar como forma de reduzir custos operacionais de médio e longo prazo, sem comprometer o capital de giro do negócio com um financiamento tradicional logo no início do projeto, observa o empresário.

Tiago Oliva Schietti
Um investimento que valoriza o imóvel
Além da economia direta na conta de energia, sistemas fotovoltaicos costumam agregar valor ao imóvel onde são instalados, um fator que, segundo o empresário, deveria entrar na análise de quem avalia se vale a pena esperar a contemplação de um consórcio nessa modalidade. Diferentemente de bens de consumo, que se desvalorizam com o tempo, a usina solar tende a manter, ou até aumentar, o valor de mercado da propriedade, o que reforça o caráter de investimento dessa aquisição, e não apenas de despesa.
O que avaliar antes de aderir?
Antes de optar por esse tipo de consórcio, vale calcular o tempo estimado de retorno do investimento, considerando o valor da conta de energia atual, pesquisar o histórico de contemplação da administradora especificamente nesse segmento, ainda relativamente novo no mercado, e confirmar se o valor da carta de crédito cobre não apenas os equipamentos, mas também a instalação completa do sistema.
A manutenção também entra na conta
Um detalhe frequentemente esquecido por quem planeja esse tipo de investimento é o custo de manutenção do sistema fotovoltaico ao longo dos anos, que inclui limpeza periódica das placas, eventual troca de inversores e monitoramento do desempenho da usina. Tiago Oliva Schietti recomenda que esse custo seja incluído no planejamento financeiro desde o início, já que a economia gerada pela energia solar só se mantém consistente quando o sistema recebe os cuidados adequados ao longo de sua vida útil, que costuma ultrapassar duas décadas quando bem conservado.
Por fim, Tiago Oliva Schietti conclui que, à medida que a energia solar se consolida como opção acessível para famílias e empresas brasileiras, o consórcio tende a ganhar ainda mais espaço como ferramenta de planejamento para esse tipo de investimento, permitindo que o consumidor troque o custo dos juros de um financiamento pela paciência de aguardar uma contemplação que, no fim das contas, também representa economia, tanto no bolso quanto no impacto ambiental de sua própria residência.









