Bahia inicia fiscalização de áreas atingidas por incêndios florestais
A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) iniciaram, em setembro, a operação Ronda Verde. A iniciativa foi criada para fiscalizar áreas de vegetação nativa atingidas por incêndios florestais e começou com uma ação na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio de Janeiro.
De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, as equipes realizam vistorias depois do combate ao fogo. O trabalho busca dimensionar os danos ambientais, reunir informações que ajudem a esclarecer a origem dos incêndios e verificar a existência de possíveis responsáveis pelas ocorrências.
A primeira mobilização da Ronda Verde ocorreu na semana de 14 a 18 de setembro de 2026. A divulgação oficial da operação foi publicada em 18 de setembro e atualizada em 21 de setembro, às 11h12. Novas ações estão previstas para os meses seguintes, com prioridade para regiões baianas mais afetadas por incêndios florestais.
Fiscalização reúne órgãos ambientais e de segurança
A operação reúne técnicos do Inema, policiais militares da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental de Lençóis (CIPPA/Lençóis) e peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A participação conjunta permite combinar a avaliação ambiental das áreas atingidas com o levantamento de informações técnicas e periciais.
Durante as vistorias, os dados coletados poderão ser usados em procedimentos administrativos, na aplicação de sanções previstas na legislação ambiental e na definição de medidas para a recuperação de áreas degradadas. A apuração também pode contribuir para identificar as circunstâncias em que o fogo começou, sem antecipar responsabilidades antes da conclusão dos levantamentos.
A atuação após o combate às chamas amplia o foco das ações públicas para além da resposta emergencial. Com a área vistoriada, os órgãos podem registrar os impactos observados e reunir elementos para orientar as próximas providências ambientais e administrativas em cada local afetado.
Ronda Verde integra estratégia do Bahia Sem Fogo
A fiscalização faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas articuladas pelo programa Bahia Sem Fogo. A estratégia reúne órgãos públicos, municípios, brigadistas e instituições de segurança em ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais no estado.
Em reunião realizada em 9 de setembro de 2026, o Comitê Estadual do Bahia Sem Fogo avaliou as medidas em andamento e alinhou novas ações. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, a agenda inclui as Rondas Verdes, as Caravanas Bahia Sem Fogo, capacitações e o reforço das operações de campo.
A integração entre prevenção, combate, fiscalização e recuperação é especialmente relevante em áreas de vegetação nativa e unidades de conservação. Esses territórios têm importância ambiental e também estão ligados às atividades de turismo de natureza em diferentes regiões da Bahia, incluindo áreas associadas à Chapada Diamantina e a outras zonas protegidas.
Boletim nacional acompanha ocorrências de fogo
As ações estaduais também podem ser contextualizadas pelas informações reunidas no Boletim do Fogo Brasil 2026, publicação semanal mantida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O material apresenta dados relacionados a focos de calor, prevenção, preparação e combate aos incêndios nos biomas brasileiros.
A edição disponibilizada em 21 de setembro de 2026 estava publicada no portal do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A publicação oferece um panorama nacional que complementa o trabalho de monitoramento e fiscalização realizado pelos órgãos baianos.
Com a Ronda Verde, a Bahia passa a reforçar a verificação das áreas depois da ocorrência dos incêndios. A expectativa informada pela Sema é que as próximas operações priorizem os locais mais atingidos, produzindo informações para orientar eventuais sanções, investigações e ações de recuperação ambiental.








