Materiais construtivos e sensação térmica: Qual é a ciência por trás do conforto?
Como observa o empresário Alex Nabuco dos Santos, a seleção dos materiais de uma edificação define se o ambiente se comportará como um refúgio termicamente equilibrado ou como um espaço permanentemente dependente de climatização artificial. Neste artigo, exploramos como os princípios da física dos materiais, especialmente a inércia térmica e a condutividade, influenciam diretamente a percepção de calor e frio nos espaços residenciais.
Analisaremos de que modo o emprego estratégico de alvenarias de maior densidade, sistemas isolantes contemporâneos e vidros de alto desempenho contribui para a formação de um microclima interno estável. Dessa forma, a sensação térmica permanece agradável ao longo do dia, ao mesmo tempo em que o imóvel se consolida como um ativo de elevada eficiência energética e reduzida demanda por consumo artificial.
Como a inércia térmica dos materiais regula a temperatura interna?
A capacidade de um material em armazenar calor para liberá-lo posteriormente é o que os engenheiros chamam de inércia térmica. Como explica Alex Nabuco dos Santos, materiais como o concreto e o tijolo cerâmico maciço possuem alta inércia, funcionando como uma bateria térmica. Durante o dia, sob forte radiação solar, esses materiais absorvem a energia externa sem permitir que ela atravesse imediatamente para o interior. Somente à noite, quando a temperatura externa cai, esse calor é liberado lentamente, ajudando a manter a casa aquecida de forma natural.
Por que a condutividade térmica dos acabamentos afeta o toque?
Além da temperatura do ar, a sensação térmica é influenciada pela rapidez com que os materiais trocam calor com o corpo humano. Alex Nabuco dos Santos reforça que a escolha de pisos e revestimentos deve considerar o clima local para evitar a sensação de superfícies excessivamente geladas ou quentes. Materiais com baixa condutividade, como a madeira ou certos compostos vinílicos, mantêm uma temperatura de superfície mais próxima à do corpo humano, sendo ideais para áreas íntimas onde o conforto ao toque é prioridade.

A sensação térmica está relacionada aos materiais construtivos e ao desempenho da edificação. Alex Nabuco Dos Santos destaca como a escolha correta impacta o conforto diário.
Qual o papel das cores e texturas na absorção de calor das fachadas?
A aparência externa de um edifício não é apenas uma decisão de estilo, mas uma estratégia climática poderosa. Conforme Alex Nabuco dos Santos, as cores claras e as texturas reflexivas nas fachadas podem repelir até oitenta por cento da radiação solar, reduzindo drasticamente a carga térmica que o edifício precisa processar. Em contrapartida, fachadas escuras e sem ventilação transformam a estrutura em um acumulador de calor, o que exige que os sistemas de ar-condicionado trabalhem com muito mais intensidade, encarecendo a manutenção e reduzindo a vida útil do imóvel.
A aplicação de tecnologias como as tintas térmicas e os revestimentos cerâmicos ventilados cria uma camada de proteção que dissipa o calor antes mesmo que ele atinja a alvenaria. Essa prática demonstra como a inteligência construtiva utiliza a luz e a cor a favor da eficiência. Para o morador, isso se traduz em um ambiente interno mais fresco e em uma economia significativa nas contas de energia. A fachada, portanto, deve ser vista como a pele da edificação, responsável por mediar a relação entre o clima externo e o conforto do espaço privado.
Como as janelas e esquadrias funcionam como filtros térmicos?
As aberturas são os pontos mais sensíveis de qualquer edificação quando o assunto é troca de calor. O uso de esquadrias de alumínio com ruptura térmica (thermal break) e vidros laminados de controle solar é um dos investimentos mais rentáveis para o conforto de longo prazo. Esses sistemas impedem que o calor externo seja conduzido para dentro através dos perfis metálicos, além de bloquearem a radiação infravermelha sem prejudicar a entrada de luz natural.
A vedação absoluta contra correntes de ar indesejadas também é um fator crítico. Esquadrias de alta performance garantem a estanqueidade térmica, mantendo o ar condicionado (ou o aquecimento) confinado onde ele é necessário. Ao investir em um imóvel com janelas tecnologicamente avançadas, o comprador está adquirindo um sistema de controle climático passivo que valoriza a propriedade em qualquer negociação futura. Como resume Alex Nabuco dos Santos, a harmonia entre materiais de alta tecnologia e a física das construções é o que define a residência do futuro, onde a sensação térmica é o reflexo direto de uma engenharia honesta e focada no ser humano.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez









