Chamadas de trabalhos técnicos: O que 2026 sinaliza para OTC Brasil e Rio Pipeline & Logistics?
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, em um setor no qual a inovação precisa ser comprovada por método, dados e segurança operacional, as chamadas de trabalhos técnicos funcionam como um verdadeiro termômetro do que, de fato, importa para a indústria. Em 2026, esse olhar ganha relevância especial, pois os próximos ciclos de congressos e conferências começam a ser desenhados nos bastidores, e a qualidade do material submetido tende a definir quem ocupará espaço nas discussões mais estratégicas.
Por que falar de submissões em 2026?
Embora muitos ainda associem o tema apenas a prazos de envio, 2026 está mais ligado a posicionamento técnico do que a calendário. A OTC Brasil, por exemplo, é um evento periódico e já tem nova edição anunciada para 19 a 21 de outubro de 2027, no Rio de Janeiro.
No campo de dutos e logística, a Rio Pipeline & Logistics também projeta sua próxima edição para 2027, após o encontro de 2025. Nesse contexto, como observa Paulo Roberto Gomes Fernandes, o diferencial não está em simplesmente “ter um tema”, mas em sustentar um recorte consistente, tecnicamente comprovável e relevante para quem projeta, opera e mantém infraestrutura crítica.
O que os comitês avaliam como um trabalho técnico sólido?
Um trabalho técnico robusto precisa apresentar contribuição real para o setor, com objetivo claramente definido, escopo coerente, aplicação prática e natureza técnica explícita, sem assumir caráter promocional. Esse direcionamento ficou evidente em chamadas anteriores, como na OTC Brasil 2025, que exigia resumos estruturados e reforçava a necessidade de conteúdo técnico, e não comercial.
Como destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, esse modelo favorece autores que documentam decisões de engenharia, critérios de projeto, ganhos mensuráveis, como redução de risco, aumento de confiabilidade, melhoria de segurança ou previsibilidade de cronograma, além de reconhecer explicitamente as limitações do estudo.

OTC Brasil e Rio Pipeline & Logistics diante das oportunidades técnicas de 2026 com Paulo Roberto Gomes Fernandes.
Quais temas ganham tração no offshore e na transição energética?
Na OTC Brasil, as trilhas técnicas continuam refletindo a agenda do offshore e suas interfaces com transição energética, digitalização e novas tecnologias. Em chamadas recentes, aparecem com frequência temas como captura e armazenamento de carbono, descomissionamento, gestão de dados, tecnologias de perfuração, exploração e produção e novas fronteiras tecnológicas.
Esse conjunto de temas é especialmente relevante em 2026 porque ajuda a calibrar a escolha do assunto. Um bom artigo técnico dialoga com problemas recorrentes de integridade, eficiência, segurança e rastreabilidade, em vez de se limitar à descrição de um caso isolado. Como reforça Paulo Roberto Gomes Fernandes, a pergunta-chave é simples: alguém que não participou do projeto consegue compreender o raciocínio e aplicar o aprendizado em outro contexto?
E, para quem atua com dutos e logística, onde está o foco?
A Rio Pipeline & Logistics vem ampliando sua agenda para incluir logística de forma integrada e mantém trilhas técnicas bastante detalhadas. Entre os temas recorrentes estão automação e salas de controle, risco e confiabilidade, integridade estrutural, corrosão e trincas, tecnologias de inspeção, projeto e construção de dutos, roteamento e materiais, faixa de domínio, riscos geográficos e GIS, manutenção e reparo, portos e terminais, além de transformação digital e inteligência artificial.
Na leitura de Paulo Roberto Gomes Fernandes, esse escopo abre espaço para trabalhos que conectem engenharia à operação contínua, com soluções que facilitem inspeções futuras, reduzam incertezas de execução, melhorem a previsibilidade de cronogramas e introduzam redundâncias de segurança em ambientes restritivos. Em 2026, abordagens desse tipo tendem a ser ainda mais valorizadas, pois o setor cobra resultados sustentáveis e aplicáveis, não apenas boas ideias conceituais.
Como transformar conhecimento técnico em proposta competitiva sem cair na propaganda?
Um ponto frequentemente subestimado é que a qualidade técnica pode ser comprometida por uma apresentação confusa. Diretrizes de submissão e revisão enfatizam a importância de estrutura clara, uso consistente de termos, verificação prévia de coerência, títulos e mensagens centrais, além de um material efetivamente pronto para avaliação crítica. Por fim, Paulo Roberto Gomes Fernandes pontua que em um ambiente competitivo como o de 2026, a forma como o conhecimento é organizado e defendido passa a ser tão importante quanto o conteúdo em si, tornando a clareza técnica um diferencial decisivo para quem busca relevância.
Autor: Viktor Mikhailov









