Eleições 2026 na Bahia: deputado da oposição descarta reeleição e revela bastidores da disputa pelo governo
Luciano Ribeiro fala sobre produtividade da Assembleia Legislativa, formação da chapa oposicionista e cenário político baiano neste ano decisivo.
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia desde janeiro, depois de assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro, do União Brasil, concedeu entrevista recente na qual comentou a produtividade do Legislativo estadual em 2026 e o cenário que se desenha para a corrida ao governo da Bahia. O ano é marcado pela disputa eleitoral, e movimentações que parecem restritas aos bastidores da política já começam a afetar diretamente a vida do eleitor baiano, da composição de chapas à definição de prioridades legislativas que devem orientar a campanha. Entender essas movimentações ajuda o cidadão a acompanhar com mais clareza quem disputa o quê e por que isso importa para o dia a dia do estado, especialmente em um pleito que deve redefinir o equilíbrio de forças entre situação e oposição na Bahia.
O retorno de Luciano Ribeiro e a vice-liderança da oposição
Desde que retornou ao mandato, Luciano Ribeiro passou a ocupar a vice-liderança da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, além da vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Casa. A posição o coloca em um ponto estratégico para discutir tanto a pauta legislativa do estado quanto os movimentos políticos que antecedem o período eleitoral. Em sua entrevista, o deputado tratou da formação da chapa de oposição para o pleito deste ano, um tema que tem mobilizado partidos que buscam construir uma alternativa competitiva ao grupo atualmente no comando do governo estadual.
A definição de quem compõe essa chapa é acompanhada de perto por analistas políticos baianos, já que pode determinar o equilíbrio da disputa pelo governo do estado em outubro. Ribeiro afirmou, contudo, que neste momento descarta disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa, uma decisão que reorganiza parte das articulações dentro do próprio campo oposicionista. Esse tipo de definição costuma ter efeito cascata sobre outras pré-candidaturas, já que abre espaço para novos nomes disputarem posições antes ocupadas por parlamentares já consolidados, e tende a influenciar diretamente a configuração final das chapas que irão às urnas.
O que está em jogo na disputa pelo governo da Bahia
Para além da movimentação interna da oposição, a entrevista de Ribeiro reforça um ponto que já vinha sendo discutido por outros parlamentares: 2026 é um ano em que decisões tomadas agora, ainda na primeira metade do calendário eleitoral, tendem a moldar todo o desenho da disputa que se intensifica a partir de agosto, quando começa oficialmente o período de campanha. A formação de chapas, a definição de candidaturas a vice-governador e as alianças regionais entre municípios do interior e a capital costumam ser fatores decisivos no resultado final das eleições estaduais na Bahia, dado o peso eleitoral de regiões como o oeste baiano, o sul e a região metropolitana de Salvador.
O deputado também abordou a produtividade do Legislativo estadual neste início de ano, ressaltando que a pauta de votações segue avançando mesmo em meio às articulações eleitorais que naturalmente tomam parte da agenda dos parlamentares. Esse equilíbrio entre a função legislativa e a movimentação política é um desafio recorrente em anos eleitorais, e a forma como cada parlamentar administra essa dupla responsabilidade costuma ser observada de perto tanto por eleitores quanto por adversários políticos, que monitoram sinais de enfraquecimento ou fortalecimento das diferentes correntes dentro da Casa.
As declarações de Luciano Ribeiro ilustram um momento em que a política baiana caminha simultaneamente em duas frentes: a rotina legislativa do estado e a corrida pelas eleições de outubro. Para o eleitor, acompanhar esses movimentos desde já ajuda a compreender melhor as escolhas que estarão postas nas urnas, das alianças regionais aos nomes que disputarão o governo estadual. Nos próximos meses, a expectativa é que outras definições semelhantes sejam anunciadas por diferentes legendas, conforme o calendário eleitoral avança e os partidos fecham suas composições finais para outubro.
Fonte: Bahia Notícias









