Lucas Peralles
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Recomposição corporal: Como perder gordura e ganhar massa ao mesmo tempo?

Emagrecimento sustentável e radicalismo não combinam, neste prospecto, o Dr. Lucas Peralles, especialista em emagrecimento e criador do Método LP, observa esse padrão diariamente na Clínica Kiseki, em São Paulo: pacientes que chegam esgotados de abordagens extremas, com o metabolismo comprometido e a relação com a comida deteriorada, em busca de um processo que finalmente funcione sem exigir condições impossíveis. Quanto mais radical o protocolo, mais curto tende a ser o resultado, e essa realidade a prática clínica confirma de forma consistente.

Se você deseja saber mais sobre a perda de gordura e o aumento de massa, este artigo é para você! Confira a seguir.

Por que recomposição corporal é diferente de simplesmente emagrecer?

Emagrecer e fazer recomposição corporal não são a mesma coisa. Emagrecer significa reduzir o peso corporal, o que pode acontecer à custa de gordura, de massa muscular ou de ambos simultaneamente. Recomposição corporal significa mudar a proporção entre esses componentes: menos gordura, mais músculo, com resultado que se reflete na aparência, no metabolismo e na saúde de forma muito mais significativa do que a simples redução de peso.

O Dr. Lucas Peralles é direto nessa distinção: quem foca apenas no peso pode chegar ao objetivo numérico com uma composição corporal que não corresponde ao que imaginava. Menos peso na balança com percentual de gordura ainda elevado e massa muscular insuficiente não é o resultado que a maioria das pessoas busca quando decide transformar o corpo. Recomposição corporal real exige que as duas variáveis sejam monitoradas e trabalhadas de forma simultânea.

Essa diferença de foco muda o protocolo inteiro: o déficit calórico precisa ser moderado o suficiente para permitir síntese proteica, a ingestão de proteína precisa ser elevada para sustentar o tecido muscular em fase de restrição e o treino de força precisa fornecer o estímulo necessário para que o organismo mantenha e construa músculo mesmo em balanço energético negativo.

É possível perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo?

Fisiologicamente, perder gordura exige déficit calórico, enquanto ganhar músculo é favorecido por superávit. Esses dois estados parecem mutuamente exclusivos, e em algumas condições realmente são. Mas existem situações em que a recomposição corporal simultânea é não apenas possível, mas esperada: iniciantes no treino de força, pessoas com alto percentual de gordura, indivíduos voltando ao treino após um período de pausa e pacientes com histórico de dietas que comprometeram a massa muscular.

Segundo Lucas Peralles, nesses perfis o organismo possui sensibilidade anabólica suficiente para construir músculo mesmo em déficit calórico moderado, especialmente quando a ingestão proteica é adequada e o estímulo de treino é bem estruturado. Para quem já tem baixo percentual de gordura e alto nível de condicionamento, a recomposição simultânea é mais difícil e geralmente exige periodização entre fases de ganho e definição.

Lucas Peralles

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A identificação do perfil de cada paciente é o que determina a estratégia mais adequada. Por isso a avaliação inicial da composição corporal e do histórico de treino é tão importante, pois ela define se o protocolo deve focar em recomposição simultânea ou em fases alternadas de ganho e definição.

Como a nutrição sustenta a recomposição corporal?

A nutrição para recomposição corporal tem características específicas que a diferenciam de protocolos puramente voltados ao emagrecimento ou ao ganho de massa. O déficit calórico precisa ser suficiente para mobilizar gordura como combustível, mas moderado o suficiente para não comprometer a síntese proteica e o desempenho no treino. Esse equilíbrio é delicado e exige ajuste individualizado.

Na avaliação de Dr. Lucas Peralles, a ingestão proteica é a variável mais crítica em um protocolo de recomposição corporal. Com menos calorias disponíveis, o organismo tem maior tendência a utilizar proteína como fonte de energia, o que compromete a massa muscular. Manter a ingestão proteica elevada, distribuída de forma estratégica ao longo do dia e ajustada ao volume de treino, é o principal mecanismo de proteção da massa magra durante o processo. Os principais ajustes nutricionais que sustentam a recomposição corporal incluem:

  • Déficit calórico moderado e individualizado, que mobilize gordura sem comprometer o treino
  • Ingestão proteica elevada, distribuída estrategicamente ao longo do dia
  • Timing nutricional ajustado ao horário e tipo de treino de cada paciente
  • Carboidratos de qualidade para sustentar o desempenho e a recuperação muscular
  • Monitoramento periódico da composição corporal para ajustar o protocolo conforme a resposta

Esses ajustes, aplicados de forma integrada com o protocolo de treino, são o que permite que a recomposição corporal avance de forma consistente ao longo do tempo.

Recomposição corporal é resultado de processo, não de intensidade

Transformar a composição corporal de forma real e duradoura não exige o protocolo mais restritivo nem o treino mais intenso. Exige precisão, consistência e acompanhamento próximo ao longo de um processo que se constrói em meses, não em semanas.

Conforme explica Lucas Peralles, nutricionista esportivo formado pela Universidade São Camilo, com pós-graduação em Bodybuilder e Nutrição Comportamental, esse é o entendimento que orienta cada protocolo de recomposição corporal conduzido no Método LP: estratégia precisa, acompanhamento integrado e foco no resultado que se sustenta, não no que impressiona temporariamente. Para conhecer mais sobre como esse processo funciona na Clínica Kiseki, acesse: https://www.clinicakiseki.com.br.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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